Dayane Titon

Dayane Titon Verificado

Chamam ela de "Rainha do Energético". Mas a coroa não veio de presente, foi construída na base da garra, da visão e de uma recusa silenciosa em aceitar limites que não eram dela.

Existe um tipo de coragem que não aparece em manchete. Não é a coragem do grito, da ruptura brusca, do momento cinematográfico. É a coragem de todos os dias, a de entrar numa sala onde todos duvidam e provar, sem levantar a voz, que você sabe exatamente o que está fazendo. Essa é a coragem de Dayane Titon.

Antes de o mercado inteiro conhecê-la como a mulher por trás do crescimento explosivo da Baly, Dayane estava nos bastidores. Trabalhava na área administrativa e financeira da empresa da família, cuidando de planilha, de número, de processo. O tipo de trabalho que ninguém aplaude, mas que, se parar, tudo desmorona.

Em 2017, ela assumiu a linha de frente do comercial e do marketing, ao lado do irmão. E o que aconteceu depois disso não foi só crescimento. Foi uma revolução silenciosa.

Dayane Titon em destaque
Sob a liderança de Dayane, a Baly multiplicou suas vendas por 17 em quatro anos. Não por sorte. Não por herança fácil. Por visão, execução e uma teimosia bonita de quem acredita no que faz.

Numa indústria dominada por multinacionais gigantes, com orçamentos bilionários e décadas de mercado, Dayane fez algo que poucos apostavam ser possível: transformou uma marca catarinense na maior produtora nacional de energéticos. E fez isso ouvindo. Ouvindo o consumidor, ouvindo o mercado, ouvindo a intuição que nenhum MBA ensina.

Ela entendeu que o energético não era só bebida, era atitude, era linguagem, era uma ponte entre a marca e a vida real das pessoas. Democratizou o acesso ao produto com embalagens PET. Investiu em trade marketing quando ninguém olhava pra aquilo. Construiu uma rede de distribuição com a capilaridade de quem conhece cada esquina do Brasil. E cada decisão dessas carregava o peso de provar, não só para o mercado, mas para si mesma, que ela era capaz.

Porque ser mulher num setor majoritariamente masculino ainda cobra um pedágio invisível. Ninguém diz em voz alta que você não deveria estar ali. Mas os olhares dizem, as pausas dizem, as dúvidas disfarçadas de perguntas dizem. Dayane respondeu com resultado. Com cada número que subia, com cada prateleira conquistada, com cada meta que ela batia antes do prazo.

Liderar não é estar no topo. É estar na frente, assumindo riscos, tomando decisões e abrindo caminho para quem vem depois.

E tem um detalhe que faz toda a diferença na história dela: Dayane não esconde que é difícil. Não posta foto bonita com legenda vaga sobre "empoderamento" e finge que o caminho foi fácil. Ela fala abertamente sobre o equilíbrio (ou a falta dele, às vezes) entre a rotina pesada de executiva e a vida pessoal. Sobre ser mãe e ser CEO. Sobre estar exausta e ainda assim aparecer no dia seguinte com a mesma energia, porque acreditar no que se faz é o combustível que não acaba.

Hoje, a Baly olha para fora do Brasil, Estados Unidos, Uruguai, Paraguai, México, Chile estão no mapa. E no centro dessa expansão internacional está a mesma mulher que um dia organizava planilhas nos bastidores, sem holofote nenhum.

Dayane é embaixadora do Baly por Elas porque ela é a prova viva de que protagonismo não precisa de permissão. Ela não esperou alguém dizer que era hora de liderar. Ela liderou. E o mercado que se ajeitasse.

Para toda mulher que está nos bastidores, trabalhando duro sem aplausos: o seu momento vai chegar. E quando chegar, vai ser porque você já estava pronta há muito tempo. Assim como Dayane.

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